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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Café


Sentado a beira de um pouco de muita lava
Estou aqui com meu café, doce, quente
Meio dormente esta a minha mão

Esse café esta amargo quem sabe um pouco de trago
Ajudaria aqui nesse rincão
Quem quiser café doce pode vir aqui
Pois quem trouxe foi o homem lá do fim da colina

Se pensei uma vez em uma menina
Foi na Filha dele
A Ana Batista
Linda... tão e meiga e doce
Um olhar sereno de quem ainda
Não desameninou-se
Lá nos Confins da Serra

E Agora o Olhar sereno já quase que acaba
Com um pouco do Amor que ainda tenho lá no Fundo
Mas é Assim mesmo... um dia tudo Desaba
O Céu o Mar

Tudo Desmorona Como um Castelo de Cartas
E no fim o Caos Impera
Do Caos à Ordem da Ordem á Guerra

E sabemos no Fim o que nos Espera?
Talvez, mas se soubermos que graça teria o fim?
Prefiro que tudo fique mantido em segredo
Para que a vida dos homens tenha mais gosto
E os Deuses riam mais

A Desgraça Alheia não é pouca, não é boa nem má
Mas anima a vida para aquele que esta num mar de monotonia sem fim
Ai pobre de mim! esperando tudo da onde não há nada
Que vida é a nossa sempre esperando o Sol no meio da mais escura madrugada?

E agora por fim o Sol nasce
E Tudo Começa de Novo
A galinha Morre
E uma nova Galinha nasce do Ovo

E agora já vou me indo
Acabo esse poema
Antes que o Sol já vá partindo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um pedido


Se eu pedir algo pra você , você me daria ?
Então.. lá vai meu pedido !
Quero que você me dê um instante só um instante e nada mais do que isso
Quero um daqueles instantes que dura um segundo, mas separa uma vida
Um instante que faz tudo ser outra coisa
Que faz tudo o que é igual , completamente diferente
E depois disso nada mais é como antes
Então por favor, só me dê um instante assim e nada mais

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

......


Um dia passava por uma estrada, ela parecia bem reta quase não tinha curvas, lá em algum lugar do horizonte parecia que não havia nada, mas alguma coisa brilhava, a voz da imaginação batia fundo em meu ser, ao caminhar e dar meus passos perece que a cada segundo a  apreensão crescia mais, o que vou encontrar lá?
Sabe, ninguém sabe, o fato é que no fim acabei encontrando só uma lanterna velha, bem foda-se! o que importa é que a apreensão até aquele momento foi mágica e é isso que vale o momento até o encontro, agora se o encontro vai ser bom
Dane-se a caminhada valeu apena
A caminhada valeu a pena...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Esteira




Se cada um de nós estivesse em uma esteira
E nota-se que essa esteira sempre se move
Independente da nossa vontade ela sempre se move
O Tempo passa a esteira anda
Porém em um momento o individuo desperta... A esteira tem um fim!
No fim dela há o fim
Depois Dela há Nada
Não há depois, apenas o Fim
E agora Meu amigo
Um dia ela vai acabar
A Esteira anda A Esteira anda A Esteira acaba...
E agora meu Amigo o que Fazer diante do Nada?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tradição e Liberdade

As transformações culturais sofridas através da história humana mostram como os povos se comportam de maneiras diversas e sempre as leis morais que tentam “regular” as transformações comportamentais que ocorrem no interior dessas sociedades não acompanham os acontecimentos.
Pelo menos é assim que acontece no século XXI, com a globalização a troca de informações é enorme e o choque de costumes se torna inevitável, os ideais das novas gerações vem mudando muito em comparação as anteriores, o que acontecia com menos intensidade nos séculos passados, por esse motivo vários países tentam se proteger dessa globalização tentando “isolar” sua cultura do resto do mundo.
Essa tentativa pode ser explicada de maneira pragmática, se uma cultura não sofre influências externas seus valores morais têm mais estabilidade, alguns países orientais e árabes usam esse método para se proteger da influência da mídia de grandes potências do ocidente.(não cabe aqui, tentar classificar essa ação como certa ou errada)
A questão básica é: até que ponto esse protecionismo cultural é útil ou não à sociedade. É Inegável que em culturas mais tradicionais como a Japonesa, os índices de violência são muito menores e a educação é excepcional
Um dos principais aspectos dessa tradição japonesa é sem duvida alguma a Honra.
A Honra significa sobre tudo um sentimento de apego a um grupo de valores considerados supremos, um desses valores é “linhagem”, se ao realizamos uma ação temos em vista que com ela representamos não só a nós mesmo, mas também a todos os nossos antepassados com certeza a responsabilidade sobre tais ações aumentam e muito.
Um indício dessa Honra ligada a linhagem sanguínea está na maneira como as pessoas referem-se umas as outras no Japão, normalmente usam seus sobrenomes, a primeira vista pode parecer trivial, no entanto quando o individuo já não é representado socialmente como Shinji(nome) mas Uharara (sobrenome) fica claro que não está em jogo mais o individual, mas sim, o coletivo de toda a família
Podemos nós perguntar, legal, mas e daí?
Daí que, aqui muitas das noções de orgulho já se foram não temos um orgulho familiar quanto mais um nacional, paremos por um instante e reflitamos se é até possível que algum dia haja no Brasil uma noção de honra tão forte como no Japão.
A meu ver tudo indica que não (pelo menos em um futuro próximo), as culturas que formaram nosso país foram diversas, dos vários povos indígenas que aqui habitavam boa parte deles foi dizimada, também há os negros que atravessaram o atlântico para servirem como escravos aos europeus, esses que por sua vez se achavam no direito de tomar posse de outro povo e até mesmo de uma “nova” terra.
O Brasil é sem duvida um dos países onde a miscigenação das etnias aconteceu com maior sucesso, porém que consequências tivemos com isso? Somos Silvas, Souzas, Ferreiras e Cavalcantes, temos tanto sobrenomes, porém nenhum diz ao certo de onde viemos, uma conseqüência que pode ser positiva é a “liberdade” que essa obscuridade genealógica nós dá. Não temos o peso das gerações passadas em nossos ombros, já que esse orgulho não existe mais em muitas das nossas famílias.
No Japão são muitos os casos de suicídio causados pela enorme pressão que pais colocam em seus filhos e ambas as partes saem feridas, entretanto em nossas terras vemos exatamente o inverso, sem essa tradição as famílias são cridas sem nenhuma expectativa, boa parte delas enfrentam os problemas com aquele velho “jeitinho brasileiro” e empurrão o futuro com a barriga, mas até que ponto essa incerteza e essa irresponsabilidade são benéficas?
Coloquei aqui exemplos de dois países, um com uma “Moral rígida” outro com uma “Moral Frouxa”, será que um dia encontraremos o meio termo entre o bem estar coletivo e a “liberdade individual”? 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amanheceu.................................................................

.......................................
E o poeta um dia acordou
Naquela ocasião ele pensou e pensou
Em que merecia ser dito e rimado
Mas nessa hora ele não se sentiu inspirado
A Cabeça doia e a barriga não ia bem
Tinha tomado um porre na noite passada
Hoje não tinha um vintém
Que duro é viver da arte, como quem cria sofre
Parece que há um parto em cada estrofe
Porém ele não se arrepende
Mas vale viver de tracos e barrancos
Segurando a vida a Solavancos
Do que viver com a criatividade trancada
No cofre de um Banco

Poema Louco


Se o mundo inteiro olha-se pros meus pés
E o mar não fose mais nada que meu servo
Seria um Deus triste e severo?
Que natureza criaria eu em plena imensidão
E o sol não seria mais que  um brinquedo
Só um Bordão, da brincadeira divina que eu faria
Se como Deus visse o Mundo
O que meu mundo seria?
Se não o sonho de alguém meio tresloucado...
Ahh... o Mar que um dia já foi meu
Hoje não sou mais nada Além de um Mortal jogado
Mas se fosse um Deus seria eu tresloucado
Depois que o dia se vai a noite vem
Seria um Deus eu aquele muito longe do Além
E mais nada significaria para mim
Seria um Deus divino
Porém não seria eu Enfim

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Moral á serviço da vida ou Vida a serviço da moral?

Quem ousaria em questionar os santos valores morais e os coloca-los a serviço da vida?
Quem é a escrava e quem e a senhora disso - se é que deve-se dividir as coisas de tal maneira- quando foi que colocaram a Moral em um Pedestal e começaram a organizar tudo o que é com base no que deve ser

A tal ponto que a vida serve ao imperativo e nao o imperativo à vida ? Será que não é esse um dos motivos pelos quias Nietzsche critica a Moral Kantiana?

sábado, 1 de outubro de 2011

A Menina e o Corcel azul

Em uma tarde ensolarada
Dois viajantes passavam por uma estrada
Quando viram uma linda menina sentada
Um deles parou e perguntou:

-Pareces que andas desnorteada?



-Ando a pensar na vida
Perdi meus pais mês passado e agora vivo desiludida
Meu Corcel foi à única coisa que restou
E até isso o cobrador levou

Então o viajante lamentou

-Mas que triste não , uma linda menina como você  sofrer tal desilusão
 Será que Deus não tem coração?

-Coração não sei .. .
Só sei que todos sofrem desde do Mendigo até o Rei

Na Conciência


-Oi, quem é você ?
-Eu? Sou Jackson e você?
-Humm... também sou ele
-Ele quem?
-Jackson
-Jackson?
-Sim
-Mas, eu sou ele!
-Não, não, eu sou!
-Então quem de nós dois é ele?
-Não sei
-Bem, vamos chamar aquele cara lá, talvez ele saiba....

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tradição e Liberdade

As transformações culturais sofridas através da história humana mostram como os povos se comportam de maneiras diversas e sempre as leis morais que tentam “regular” as transformações comportamentais que ocorrem no interior dessas sociedades não consegue acompanhar os acontecimentos.
Pelo menos é assim que acontece no século XXI, com a globalização a troca de informações é enorme e o choque de costumes se torna inevitável, os Ideais das futuras gerações vem mudando muito em comparação ao que ocorria, por esse motivo vários países tentam se proteger dessa globalização tentando “isolar” sua cultura do resto do mundo.
Essa tentativa pode ser explicada de maneira pragmática, se uma cultura não sofre influencias externas seus valores morais têm mais estabilidade. Alguns países orientais e árabes usam esse método para se proteger da influencia da mídia de grandes potencias do ocidente, não cabe aqui, tentar classificar essa ação como certa ou errada.
A questão básica é: até que ponto esse protecionismo cultural é útil ou não para uma sociedade. É Inegável que em culturas mais tradicionais como a Japonesa, os índices de violência são muito menores e a alta qualidade da educação é exemplar. Talvez um dos principais fatores que podemos citar como causa desse acontecimento é a Honra.
A Honra significa sobre tudo um sentimento de apego a um grupo de valores hereditários considerados supremos, se ao realizamos uma ação temos em vista que com ela representamos não só a nós mesmo, mas também a todos os nossos antepassados com certeza a responsabilidade sobre tais ações aumentam e muito.
Um indicio dessa honra Ligada a Linhagem sanguínea está na Maneira como as pessoas referem-se umas as outras no Japão, normalmente usam seus sobrenomes, a primeira vista pode parecer algo supérfluo mas quando o individuo já não é representado socialmente como Itachi(nome) mas Uharara (sobre nome) fica claro não está em jogo mais o individual, mas sim, o coletivo de toda uma família
Podemos nós perguntar, legal mas e daí?
Daí que, aqui no nosso País Verde e Amarelo muitas das noções de orgulho já se foram não temos um orgulho familiar quanto mais um nacional, alguns ao lerem isso vão pensar que talvez esteja sendo um pouco comunista ( quem pensar assim está mau informado e usa esse termo muito mais para xingar do que expressar uma idéia)
Paremos por um instante e reflitamos se, é até possível que algum dia em nosso pais exista uma noção de honra tão forte como no Japão.
Ao meu ver tudo indica que não (pelo menos à curto prazo) , as culturas que formaram nosso pais foram diversas, dos muitos povos indígenas que aqui haviam boa parte deles foi dizimada, também há os negros que atravessaram o atlântico para servirem como escravos aos europeus, esses que por suas vez se achavam no direito de tomar posse de um outro povo e até mesmo de uma nova terra. O Brasil é sem duvida o pais onde a miscigenação das etnias aconteceu com maior sucesso, porém que conseqüência tivemos que pagar ao fazer isso, somos Silvas, Souzas, Josés e Marias, temos tanto sobrenomes mas nenhum diz ao certo de onde viemos. Uma conseqüência que pode ser positiva é a “liberdade” que essa obscuridade genealógica nós dá. Não temos o peso das gerações passadas em nossos ombros, já que esse orgulho em grande parte das familias não existe mais e em alguns casos jamais existiu.
No Japão são muitos os casos de suicídio causados pela enorme pressão que pais colocam em seus filhos e ambas as partes saem feridas, entretanto em nossas terras vemos exatamente o inverso, sem a tradição nos ombros famílias são cridas sem nenhuma expectativa, boa parte delas encaram os problemas com aquele velho “jeitinho brasileiro” e empurrão o futuro com a barriga. Mas até que ponto essa incerteza e essa irresponsabilidade são benéficas?
Coloquei aqui exemplos: um Pais com uma “Moral rígida” outro com uma “Moral Frouxa”, será que um dia encontraremos o meio termo entre o bem estar coletivo e a “liberdade individual”  ?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Chinês

Sempre fui ao restaurante de comida chinesa que havia em um bairro aqui perto de casa,lá todos os dias por cinco anos vi um senhor já com uma idade avançada abrir a porta para mim e quando partia para casa sempre lhe dava boa noite.
Chamava-se Lin Kun Shen, ontem morreu, sei o nome dele pois alguem me disse, embora eu lhe comprimenta-se nunca me respondeu e de fato nunca o conheci

Moral da História:

Só porque vemos coisas agirem da mesma forma durante muito tempo não quer dizer que a conheçamos

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tunner

Era uma vez uma máquina, mas essa não era uma máquina do tempo e sim, a máquina da perfeição com essa maquina chamada Tunner,
Todos podiam ao seu bel prazer reiniciar suas configurações corporais e escolher sempre que quisesse qual seria seu novo tipo de cabelo, como seria sua pele ou até mesmo se queria ter uma ou não.
O engraçado disso tudo é que no final das contas nada adiantou essa máquina foi uma falha total , pois ninguém nunca estava satisfeito com o que tinha, era sempre “algo de menos” ou uma “algo a mais”.
No final das contas o projeto foi abandonado, porque todas as imperfeições estavam nas percepções pessoais de cada um e nenhuma máquina do mundo pode resolver isso

Observação: texto baseado em um sonho que tive

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Geração

Nascemos crescemos e morremos disso todos sabem
Mas há muita coisa para alem disso
Junto com cada vida particular há outras paralelas
Outros também sonham e desejam
Assim como eu e você e Por quê?
Bem por que todos nós pertencemos a mesma geração

Você me pergunta e daí que isso importa?
Importa que a consciência disso nós faça ter uma posição
Em relação a nossas vidas

Entender que o Destino desse país pertence a nossa geração é fundamental
Se nós não notarmos isso pode haver 30 ou 40 anos perdidos
E se a geração seguinte não acordar mais 30 e assim sucessivamente
Talvez séculos passem a nada aconteça

As coisas não caem do céu... Exceto a chuva
Se todos continuarem esperando por um milagre só acharam frustração
Porque o Futuro desse povo não está em nenhum outro lugar, se não em nossa Geração

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O dia em que o Amor acaba

AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOOOR
AMOOOOOOOR
AMOOOOOR
AMOOOOR
AMOOOR
AMOOR
AMOR
AMO
AM
A
D
DO
DOR
DOOR
DOOOR
DOOOOR
DOOOOOR
DOOOOOOR
DOOOOOOOOR

Segunda-Feira

Amada ou Odiada?
Eis a nossa Segunda, dia em que as pessoas se lamentam pelo fim de semana que passou
Mas vejam o lado bom..
Hoje não tem Domigão do Faustão..
A senhora da esquina acorda cedo outra vez para levar os netos ao colegio
O Padre prepara a missa... O Professor o Sermão
Uns nascem outros morrem
Quantas segundas-feiras ainda haverão?

Sei que esse nome não passa de uma convensão,
mas é de segunda em segunda, que tudo passa,
Pessoas vão ao cabelereiro outras compram pão,
Uns cortam os pulsos outros fazem sua oração
Quantas Segundas Feiras ainda haverão?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

MONTANHAS

Vindo do alto da Montanha o Sol ainda bate em meus olhos
Havia um pouco de neve lá em cima, mas agora é primavera e o ovalho já se foi, vendo o mundo daqui de cima, tudo parece tão calmo e os problemas não mais existem.
Essa Montanha já viu esse por do sol diversas vezes , ela e o Sol devem rir da vida humana... Todos correndo sem parar buscando coisas que um dia vão passar
E as Montanhas sempre em pé a olhar o Sol todas as manhãs
As Montanhas, o Sol, enfim o Universo continuará e a hipocrisia um dia acabará assim como toda a humanidade

Bem fazer o que amanhã vou viver mais um dia, mais um dia....

Monotonia

Ja faz um bom tempo que me sinto vazio por drento, a razão dominou minha vida, hoje penso muito e amo pouco.
Sinto falta da minha adolescncia as vezes, sei que me ferrei por ser mais impulsivo aquela época, mas só queria agir daquela forma de novo.
Hoje penso tanto e não faço nada, por que esse medo da vida?
Me sinto como aquele boneco de lata que perdeu o coração, mas eu sei que um dia vou sentir-lo de novo lá no fundo do peito dizendo:

- Estou aqui ainda....

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Assasinos?

As vezes matamos as pessoas drento de nós.
Fazemos com que as lembranças delas comecem a agonizar, como um assasino frio faz com suas vitimas.
Fazemos isso todos os dias!
Sinceramente, quantos eu já matei hoje, quantos eu matarei amanhã?
E ainda, quantas pessoas já me mataram em suas conciências, em quantas conciências já estou enterrado?

Se pessoas existem ou não no nosso mundo, eis uma escolha que fazemos todos os dias!

sábado, 14 de maio de 2011

Parabola de Kafka

Confesso que não sou um leitor de Kafka , na maior parte das vezes olhei com desconfiança as obras de Kafka, simplismente por elas estarem em momento "pop". Hoje pelo contrário, fiquei muito interessado em ler alguns de seus livros, está manhã li uma Parabola sua em um livro de Filosofia para Ensino Médio. Quando terminei de ler isso senti um frio na espinha!

Leiam ,talvez vcs também sentirão!


Diante da Lei

Diante da lei está um porteiro. Um homem do campo chega a esse porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que agora não pode permitir-lhe a entrada. O homem do campo reflete e depois pergunta se então não pode entrar mais tarde.

- É possível – diz o porteiro. – Mas agora não.

Uma vez que a porta da lei continua como sempre aberta e o porteiro se põe de lado o homem se inclina para olhar o interior através da porta. Quando nota isso o porteiro ri e diz:

- Se o atrai tanto, tente entrar apesar da minha proibição. Mas veja bem: eu sou poderoso. E sou apenas o último dos porteiros. De sala para sala porém existem porteiros cada um mais poderoso que o outro. Nem mesmo eu posso suportar a simples visão do terceiro.

O homem do campo não esperava tais dificuldades: a lei deve ser acessível a todos e a qualquer hora, pensa ele; agora, no entanto, ao examinar mais de perto o porteiro, com o seu casaco de pele, o grande nariz pontudo, a longa barba tártara, rala e preta, ele decide que é melhor aguardar até receber a permissão de entrada. O porteiro lhe dá um banquinho e deixa-o sentar-se ao lado da porta. Ali fica sentado anos e anos. Ele faz muitas tentativas para ser admitido e cansa o porteiro com os seus pedidos. Às vezes o porteiro submete o homem a pequenos interrogatórios, pergunta-lhe a respeito de sua terra natal e de muitas outras coisas, mas são perguntas indiferentes, como as que os grandes senhores fazem, e para concluir repete-lhe sempre que ainda não pode deixá-lo entrar. O homem, que havia se equipado com muitas coisas para a viagem, emprega tudo, por mais valioso que seja, para subornar o porteiro. Com efeito, este aceita tudo, mas sempre dizendo:

- Eu só aceito para você não julgar que deixou de fazer alguma coisa.

Durante todos estes anos o homem observa o porteiro quase sem interrupção. Esquece os outros porteiros e este primeiro parece-lhe o único obstáculo para a entrada na lei. Nos primeiros anos amaldiçoa em voz alta e desconsiderada o acaso infeliz; mais tarde, quando envelhece, apenas resmunga consigo mesmo. Torna-se infantil e uma vez que, por estudar o porteiro anos a fio, ficou conhecendo até as pulgas de sua gola de pele, pede a estas que o ajudem a fazê-lo mudar de opinião. Finalmente sua vista enfraquece e ele não sabe se de fato está ficando mais escuro em torno ou se apenas os olhos o enganam. Não obstante reconhece agora no escuro um brilho que irrompe inextinguível da porta da lei. Mas já não tem mais muito tempo de vida. Antes de morrer, todas as experiências daquele tempo convergem na sua cabeça para uma pergunta que até então não havia feito ao porteiro. Faz-lhe um aceno para que se aproxime, pois não pode mais endireitar o corpo enrijecido. O porteiro precisa curvar-se profundamente até ele, já que a diferença de altura mudou muito em detrimento do homem:

- O que é que você ainda quer saber? – pergunta o porteiro. – Você é insaciável.

- Todos aspiram à lei – diz o homem. – Como se explica que em tantos anos ninguém além de mim pediu para entrar?

O porteiro percebe que o homem já está no fim e para ainda alcançar sua audição em declínio ele berra:

- Aqui ninguém mais podia ser admitido, pois esta entrada estava destinada só a você. Agora eu vou embora e fecho-a.

sábado, 7 de maio de 2011

Sinceramente

Há Algum tempo estou em um estado morno
A vida parece um tanto quanto monótona às vezes
E ao pensar nisso sinto falta das grandes emoções que tive
Talvez esse seja somente mais um desabafo de alguém cansado da mesmisse

Então a todos aqueles que me ajudaram a sacudir a minha vida
Lá vai meu muito obrigado
Tanto para aqueles que ajudaram quanto atrapalharam
Ás vezes tudo que quero evitar e cair na rotina e fazer de conta que sou feliz
Não quero viver no quase, mas sim no tudo.
Espero tudo da vida e nada menos que isso

Alice, Inocente Alice. ( Para uma Grande Amiga...)

Alice, inocente Alice.
Quem foi que disse? Que o céu não é azul
Alice, Inocente Alice.
Quem foi que disse que a vida não é cor de rosa?

Alice inocente Alice
Quem foi que tirou da vida esse ar de charmosa
Alice, Inocente Alice.
Descobriras que um dia a vida tem seus espinhos?

Alice Inocente Alice
Sabes onde seguir? Por Quais caminhos
Alice, no final, não serás mais inocente.
Serás alguém menos contente

Porque a vida a fez assim
Alice, não tão inocente Alice
Por quanto tempo iras gostar de mim?

Alice Não tão Inocente Alice
A vida dá e nos tira tudo!
Eis esse nosso pobre fim!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dias Contemporâneos

Olhem para o alto e vejam o céu
Vejam as nuvens que vão la ao léu
Vejam que vida levamos hoje meu bem
Eu aqui você ai
O que aconteceu de nós também?
Hoje somos muitos
Todos próximos do Japão
Mas distantes do outro quarteirão
Hoje falamos com o Obama
Mas a Dona Aqui do lado como ela se chama?
Hoje conheço todos e não conheço ninguém
Sou amigo da humanidade
Mas não amo ninguém!

O que eu escreverei pra você!

O que eu escreverei pra você!

O que eu escreverei pra você ?
Serei realista contigo Meu bem? O que eu Escreverei Pra você?
Falarei das noites de Verão que nunca chegaram!
Falarei das tardes em que jamais nos Amamos!
Falarei da Vida que nunca levamos
O que eu escreverei pra você
Serei realista Meu Bem
Então Saibas não tenho nada a te dizer!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mulheres

Eis ai uma incognita, quem conseguir decifrar uma mulher que seja louvado
desde dos tempos de Adão são tão obscuras e fascinantes que algumas podem até ludibriar exercitos
Mulheres.. com seus super-poderes deixando nossos corações afoitos, por mais que nos façam sofrer não ligamos
Melhor lutar por uma mulher e morrer do que nunca amar e pra sempre viver

Quem diria...

Se me dicessem que tudo na vida é facil, perguntaria, mas então por que valeria apena viver?
Como loucos buscando um pote no fim do Arco Iris
As vezes buscamos a Felicidade no coração dos outros
Não queriamos depender de ninguém, mas o fato e que não se é feliz sozinho
Dizemos para nós mesmos que consegueremos tudo, mas não é tão facil, quando para conseguir a felicidade dependemos de um coração alheio.
Quem conseguir ser feliz sozinho por favor me diga, de minha parte por mais que seja dificil ja reconheci que por mais que tentemos negar, não podemos ser felizes sozinhos assim como não podemos viver sem o ar

Nuvems

Buscando companhia em algum lugar
Tentando um outro mundo encontrar
Para além dessas terras ei de viajar
Quem sabe um dia achar a imensidão do mar
E o sol que brilha mais forte do que nunca
É como o que sinto aqui em meu peito
Pois o sol nunca desaparecerá
Simplesmente ficará escondido atrás das nuvens
E assim como meu amor um dia ele a de voltar

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Perseguindo a Sombra



Ao olhar para trás vejo meu passado
Tudo que eu sou está lá em algum canto
Um pouco esquecido
Um tanto Empoeirado

Quando olho pela janela...
Penso no que foi e no que nunca irá ser
Escolhas foram feitas
Umas boas outras más, quem sabe?
Porém essas coisas já se foram

Hoje o que me resta só é esse segundo
Enquanto escrevo esses versos
E no fim desse poema isso ficará também para trás
Para onde a vida nos leva? Ninguém sabe

Mas perseguimos a sombra...
de um tempo que já passou e memórias perdidas
Seguindo em frente sempre vamos
Mesmo que com algumas feridas

Todo Mundo



Todo mundo sonha
Todo mundo deseja
Todo mundo almeja
Ser feliz um dia

Mas o que é felicidade
Será que ela está em algum lugar do Mundo
Do Afeganistão ao Brasil
Todo mundo sonha com isso
Mas quem já viu?

Sonhos são passageiros, mas uns ficam outros vão.
Alguns sonhos duram para sempre
Outros são só sonhos de uma noite de verão

Não sei o que será dos meus sonhos
Mas a certeza que eu tenho é que alguns ficarão
Mas bem nada disso importa
Se você sonhar comigo uma noite
Nada disso será em vão

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quanto de nós




Quanto de nós está em cada um dos outros?

Quanto de nós não pertencem a nós mesmo?

Quanto da nossa vida é emprestado?

Quanto devo a você, uma parte do que sou?

Quanto de mim já não é mais como antes?

Quanto de mim o poema não explica?

Quanto de nós na verdade fica?