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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tradição e Liberdade

As transformações culturais sofridas através da história humana mostram como os povos se comportam de maneiras diversas e sempre as leis morais que tentam “regular” as transformações comportamentais que ocorrem no interior dessas sociedades não consegue acompanhar os acontecimentos.
Pelo menos é assim que acontece no século XXI, com a globalização a troca de informações é enorme e o choque de costumes se torna inevitável, os Ideais das futuras gerações vem mudando muito em comparação ao que ocorria, por esse motivo vários países tentam se proteger dessa globalização tentando “isolar” sua cultura do resto do mundo.
Essa tentativa pode ser explicada de maneira pragmática, se uma cultura não sofre influencias externas seus valores morais têm mais estabilidade. Alguns países orientais e árabes usam esse método para se proteger da influencia da mídia de grandes potencias do ocidente, não cabe aqui, tentar classificar essa ação como certa ou errada.
A questão básica é: até que ponto esse protecionismo cultural é útil ou não para uma sociedade. É Inegável que em culturas mais tradicionais como a Japonesa, os índices de violência são muito menores e a alta qualidade da educação é exemplar. Talvez um dos principais fatores que podemos citar como causa desse acontecimento é a Honra.
A Honra significa sobre tudo um sentimento de apego a um grupo de valores hereditários considerados supremos, se ao realizamos uma ação temos em vista que com ela representamos não só a nós mesmo, mas também a todos os nossos antepassados com certeza a responsabilidade sobre tais ações aumentam e muito.
Um indicio dessa honra Ligada a Linhagem sanguínea está na Maneira como as pessoas referem-se umas as outras no Japão, normalmente usam seus sobrenomes, a primeira vista pode parecer algo supérfluo mas quando o individuo já não é representado socialmente como Itachi(nome) mas Uharara (sobre nome) fica claro não está em jogo mais o individual, mas sim, o coletivo de toda uma família
Podemos nós perguntar, legal mas e daí?
Daí que, aqui no nosso País Verde e Amarelo muitas das noções de orgulho já se foram não temos um orgulho familiar quanto mais um nacional, alguns ao lerem isso vão pensar que talvez esteja sendo um pouco comunista ( quem pensar assim está mau informado e usa esse termo muito mais para xingar do que expressar uma idéia)
Paremos por um instante e reflitamos se, é até possível que algum dia em nosso pais exista uma noção de honra tão forte como no Japão.
Ao meu ver tudo indica que não (pelo menos à curto prazo) , as culturas que formaram nosso pais foram diversas, dos muitos povos indígenas que aqui haviam boa parte deles foi dizimada, também há os negros que atravessaram o atlântico para servirem como escravos aos europeus, esses que por suas vez se achavam no direito de tomar posse de um outro povo e até mesmo de uma nova terra. O Brasil é sem duvida o pais onde a miscigenação das etnias aconteceu com maior sucesso, porém que conseqüência tivemos que pagar ao fazer isso, somos Silvas, Souzas, Josés e Marias, temos tanto sobrenomes mas nenhum diz ao certo de onde viemos. Uma conseqüência que pode ser positiva é a “liberdade” que essa obscuridade genealógica nós dá. Não temos o peso das gerações passadas em nossos ombros, já que esse orgulho em grande parte das familias não existe mais e em alguns casos jamais existiu.
No Japão são muitos os casos de suicídio causados pela enorme pressão que pais colocam em seus filhos e ambas as partes saem feridas, entretanto em nossas terras vemos exatamente o inverso, sem a tradição nos ombros famílias são cridas sem nenhuma expectativa, boa parte delas encaram os problemas com aquele velho “jeitinho brasileiro” e empurrão o futuro com a barriga. Mas até que ponto essa incerteza e essa irresponsabilidade são benéficas?
Coloquei aqui exemplos: um Pais com uma “Moral rígida” outro com uma “Moral Frouxa”, será que um dia encontraremos o meio termo entre o bem estar coletivo e a “liberdade individual”  ?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Chinês

Sempre fui ao restaurante de comida chinesa que havia em um bairro aqui perto de casa,lá todos os dias por cinco anos vi um senhor já com uma idade avançada abrir a porta para mim e quando partia para casa sempre lhe dava boa noite.
Chamava-se Lin Kun Shen, ontem morreu, sei o nome dele pois alguem me disse, embora eu lhe comprimenta-se nunca me respondeu e de fato nunca o conheci

Moral da História:

Só porque vemos coisas agirem da mesma forma durante muito tempo não quer dizer que a conheçamos

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tunner

Era uma vez uma máquina, mas essa não era uma máquina do tempo e sim, a máquina da perfeição com essa maquina chamada Tunner,
Todos podiam ao seu bel prazer reiniciar suas configurações corporais e escolher sempre que quisesse qual seria seu novo tipo de cabelo, como seria sua pele ou até mesmo se queria ter uma ou não.
O engraçado disso tudo é que no final das contas nada adiantou essa máquina foi uma falha total , pois ninguém nunca estava satisfeito com o que tinha, era sempre “algo de menos” ou uma “algo a mais”.
No final das contas o projeto foi abandonado, porque todas as imperfeições estavam nas percepções pessoais de cada um e nenhuma máquina do mundo pode resolver isso

Observação: texto baseado em um sonho que tive