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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Esteira




Se cada um de nós estivesse em uma esteira
E nota-se que essa esteira sempre se move
Independente da nossa vontade ela sempre se move
O Tempo passa a esteira anda
Porém em um momento o individuo desperta... A esteira tem um fim!
No fim dela há o fim
Depois Dela há Nada
Não há depois, apenas o Fim
E agora Meu amigo
Um dia ela vai acabar
A Esteira anda A Esteira anda A Esteira acaba...
E agora meu Amigo o que Fazer diante do Nada?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tradição e Liberdade

As transformações culturais sofridas através da história humana mostram como os povos se comportam de maneiras diversas e sempre as leis morais que tentam “regular” as transformações comportamentais que ocorrem no interior dessas sociedades não acompanham os acontecimentos.
Pelo menos é assim que acontece no século XXI, com a globalização a troca de informações é enorme e o choque de costumes se torna inevitável, os ideais das novas gerações vem mudando muito em comparação as anteriores, o que acontecia com menos intensidade nos séculos passados, por esse motivo vários países tentam se proteger dessa globalização tentando “isolar” sua cultura do resto do mundo.
Essa tentativa pode ser explicada de maneira pragmática, se uma cultura não sofre influências externas seus valores morais têm mais estabilidade, alguns países orientais e árabes usam esse método para se proteger da influência da mídia de grandes potências do ocidente.(não cabe aqui, tentar classificar essa ação como certa ou errada)
A questão básica é: até que ponto esse protecionismo cultural é útil ou não à sociedade. É Inegável que em culturas mais tradicionais como a Japonesa, os índices de violência são muito menores e a educação é excepcional
Um dos principais aspectos dessa tradição japonesa é sem duvida alguma a Honra.
A Honra significa sobre tudo um sentimento de apego a um grupo de valores considerados supremos, um desses valores é “linhagem”, se ao realizamos uma ação temos em vista que com ela representamos não só a nós mesmo, mas também a todos os nossos antepassados com certeza a responsabilidade sobre tais ações aumentam e muito.
Um indício dessa Honra ligada a linhagem sanguínea está na maneira como as pessoas referem-se umas as outras no Japão, normalmente usam seus sobrenomes, a primeira vista pode parecer trivial, no entanto quando o individuo já não é representado socialmente como Shinji(nome) mas Uharara (sobrenome) fica claro que não está em jogo mais o individual, mas sim, o coletivo de toda a família
Podemos nós perguntar, legal, mas e daí?
Daí que, aqui muitas das noções de orgulho já se foram não temos um orgulho familiar quanto mais um nacional, paremos por um instante e reflitamos se é até possível que algum dia haja no Brasil uma noção de honra tão forte como no Japão.
A meu ver tudo indica que não (pelo menos em um futuro próximo), as culturas que formaram nosso país foram diversas, dos vários povos indígenas que aqui habitavam boa parte deles foi dizimada, também há os negros que atravessaram o atlântico para servirem como escravos aos europeus, esses que por sua vez se achavam no direito de tomar posse de outro povo e até mesmo de uma “nova” terra.
O Brasil é sem duvida um dos países onde a miscigenação das etnias aconteceu com maior sucesso, porém que consequências tivemos com isso? Somos Silvas, Souzas, Ferreiras e Cavalcantes, temos tanto sobrenomes, porém nenhum diz ao certo de onde viemos, uma conseqüência que pode ser positiva é a “liberdade” que essa obscuridade genealógica nós dá. Não temos o peso das gerações passadas em nossos ombros, já que esse orgulho não existe mais em muitas das nossas famílias.
No Japão são muitos os casos de suicídio causados pela enorme pressão que pais colocam em seus filhos e ambas as partes saem feridas, entretanto em nossas terras vemos exatamente o inverso, sem essa tradição as famílias são cridas sem nenhuma expectativa, boa parte delas enfrentam os problemas com aquele velho “jeitinho brasileiro” e empurrão o futuro com a barriga, mas até que ponto essa incerteza e essa irresponsabilidade são benéficas?
Coloquei aqui exemplos de dois países, um com uma “Moral rígida” outro com uma “Moral Frouxa”, será que um dia encontraremos o meio termo entre o bem estar coletivo e a “liberdade individual”? 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amanheceu.................................................................

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E o poeta um dia acordou
Naquela ocasião ele pensou e pensou
Em que merecia ser dito e rimado
Mas nessa hora ele não se sentiu inspirado
A Cabeça doia e a barriga não ia bem
Tinha tomado um porre na noite passada
Hoje não tinha um vintém
Que duro é viver da arte, como quem cria sofre
Parece que há um parto em cada estrofe
Porém ele não se arrepende
Mas vale viver de tracos e barrancos
Segurando a vida a Solavancos
Do que viver com a criatividade trancada
No cofre de um Banco

Poema Louco


Se o mundo inteiro olha-se pros meus pés
E o mar não fose mais nada que meu servo
Seria um Deus triste e severo?
Que natureza criaria eu em plena imensidão
E o sol não seria mais que  um brinquedo
Só um Bordão, da brincadeira divina que eu faria
Se como Deus visse o Mundo
O que meu mundo seria?
Se não o sonho de alguém meio tresloucado...
Ahh... o Mar que um dia já foi meu
Hoje não sou mais nada Além de um Mortal jogado
Mas se fosse um Deus seria eu tresloucado
Depois que o dia se vai a noite vem
Seria um Deus eu aquele muito longe do Além
E mais nada significaria para mim
Seria um Deus divino
Porém não seria eu Enfim