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domingo, 30 de setembro de 2012

O Outro



Que engraçado não?
Podemos viajar muito longe 
Ir daqui até Plutão
Mas será que encontraremos 
Aquilo que procuramos com tanta paixão?

O que procuramos?
Ao certo tantas coisas
E o que achamos?
Difícil dizer, sei que
Por mais que andemos anos luz
A consciência ao lado as vezes nos seduz 
Qual distância será mais grande?
Ás vezes parece que algumas galáxias 
Encontram-se mais próximas que muitas pessoas

Há distancia mais difícil de ser percorrida....
Ainda parece ser o outro 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sem a chave



Eis o homem moderno
O grande inventor de fechaduras
Toda a sua energia foi gasta no projeto de proteger o homem
Em sua consciência
E não é que conseguiram!
Antes de trancar a porta tiveram que inventar todo um mundo mecanicamente calculado
Ao qual o homem poderia brincar e fazer o que bem quiser dele
Mas ao notar que estava trancafiado dentro desse mundo Humano demasiado Humano
O Homem grita, berra, quer ele tentar deixar uma vez mais
O Caos e a irregularidade da vida entrar pela porta.
Porém o porteiro foi bem treinado,
O cão que antes ele educará para o ajuda-lo, agora o vigia diante da porta
Como uma fera prestes a mordê-lo à qualquer tentativa de colocar-se a mão para fora.
Agora o Homem tem a difícil tarefa de uma vez mais deixar a consciência aberta (se é que é possível sem destruí-lá)
Deixar a surpresa entrar dançando pela porta,
Está cansado das mesmas formas do mundo regido por leis.
Talvez para isso o homem tenha que deixar de ser o que é
Reinventar-se de novo, ressurgir do meio das suas cinzas.