Eis o homem moderno
O grande inventor de fechaduras
Toda a sua energia foi gasta no projeto de proteger o homem
Em sua consciência
E não é que conseguiram!
Antes de trancar a porta tiveram que inventar todo um mundo
mecanicamente calculado
Ao qual o homem poderia brincar e fazer o que bem quiser
dele
Mas ao notar que estava trancafiado dentro desse mundo
Humano demasiado Humano
O Homem grita, berra, quer ele tentar deixar uma vez mais
O Caos e a irregularidade da vida entrar pela porta.
O Caos e a irregularidade da vida entrar pela porta.
Porém o porteiro foi bem treinado,
O cão que antes ele educará para o ajuda-lo, agora o vigia diante da porta
Como uma fera prestes a mordê-lo à qualquer tentativa de colocar-se a mão para fora.
O cão que antes ele educará para o ajuda-lo, agora o vigia diante da porta
Como uma fera prestes a mordê-lo à qualquer tentativa de colocar-se a mão para fora.
Agora o Homem tem a difícil tarefa de uma vez mais deixar a
consciência aberta (se é que é possível sem destruí-lá)
Deixar a surpresa entrar dançando pela porta,
Está cansado das mesmas formas do mundo regido por leis.
Deixar a surpresa entrar dançando pela porta,
Está cansado das mesmas formas do mundo regido por leis.
Talvez para isso o homem tenha que deixar de ser o que é
Reinventar-se de novo, ressurgir do meio das suas cinzas.
Reinventar-se de novo, ressurgir do meio das suas cinzas.