O
que Sou eu?
Sou
um nó
Como
estou ligado a tudo
E o
todo ligasse a mim
A
percepção do todo
E intelectualização
do todo
Acontecem
ao mesmo Tempo
O
maior erro é pensarmos que percepção e intelectualização
Podem
acontecer em tempos distintos
E
justamente porque elas ocorrem ao mesmo tempo
Que
é possível intuir as duas
O
entendimento é obrigado a colocar as duas em ordem cronológica
Porém do ponto de vista ontológico
A
percepção e a intelectualização são simultâneas
Do
erro decorrente de se primaziar uma em relação à outra decore todos os enganos
referentes ao empirismo e intelectualismo
Se
notarmos que ambas as coisas acontecem ao mesmo tempo, chegamos a conclusão que
não podemos dar ênfase ao sujeito ou ao objeto ambos são simultâneos
Voltemos
a máxima posta
Sou
um nó da realidade
O
que é um nó?
Se
não um feixe de união de toda a realidade em um aspecto
Em
meu nó tenho toda a realidade dada
Mas
meu nó não é toda a realidade
Outros
nós tem a mesma realidade sobre outros aspectos
Outros
ângulos, outros pontos de convergencia formando o nó que o outro é
Aceitar
o outro enquanto original segue-se de aceitar que tu és um nó e o outro também o é
Assim
seu nó não pode ser toda a realidade
Seu nó
não é o Todo
Mas
é uma convergência no Todo e enquanto convergência do Todo
É um
aspecto do Universal
Que
em si mesmo não tem aspectos
Mas
se apresenta aos nós enquanto aspectos
Tudo
que podemos ter do real são ângulos
Dai
toda a importância da Ótica ligada a metafisica
Na
ótica estudamos os ângulos pelos quais o real apresentasse
Nunca
podemos diminuir o real aos ângulos, mas ele se apresenta por relações
E a
relação sempre esta lá
Sempre
me relaciono com o mundo
Pois
não há um corte entre a percepção e a intelectualização do mundo
A
não relação com o Mundo é não relação com o Uno,
desligamento
do ser
Toda
ciência efetiva é a ciência do ser
A
ciência efetiva não é isolada do ser
Ela
sabe que o isolamento do ser é o fim da ciência
Por
isso a ciência não se fecha somente na
intelectualização
ela
sabe que a intelectualização e a percepção acontecem ao mesmo tempo
Fechar-se somente na intelectualização seria esquecer
disso
Também
em contra partida ela sabe que não é pura percpção
Mas
sim percepção enquanto aspecto
Afetamos
o mundo e o mundo nos afeta
Não
podemos fugr do mundo
Eis
a nossa condição
A
fuga do mundo é a morte
Assim
também não há espaços entre o nó e o mundo
Porque
se fosse assim o nó não seria nó, ligação com o uno
e o
mundo não seria mundo, uno
Reafirmo
mais uma vez
sou
nó
Como
nó sou composto de fios
esses
fios são notados pois há ai uma dupla atividade
A de puxar e ser puxado
O nó
entendesse como nó pois puxa o real
enquanto ativo
Mas
constrange-se com o real pois é puxado
por ele
a
relação entre intelectualização e percepção do real é isso
como
intelectu somos agentes, puxamos
na
percepção somos puxados
E o
nó só continua vivo e ciente de sua natureza porque é ambos
Um
nó que não puxa morre, se desfaz, é quebrado pelo real
(MAs
o real quando quebra o nó forma um outro ponto de convergência
O
fim do nó não é o fim do ser, mas a transformação do ser em outra convergência.
Um
objeto inanimado nesse sentido também é uma convergência do real,
Mas
como inanimado não tem ciência da sua convergência.
Se o
fim de um nó for a quebra do ser
há
vazio no Uno e assim o Uno não será uno
A
corrupção é a transformação de um ponto de convergência em outro
Mas
nunca a ruptura completa
A
força intrínseca do meu intectu é necessária para
que eu permaneça vivo
Mas
um nó que quer puxar toda a realidade, é um nó que agora que ser toda a
realidade e não mais um nó
Também
poderia se perguntar..Qual o ponto de ligação do nó com resto com o uno?
O nó
esta cercado pelo uno de todos os lados
Não
há espaços entre os elos que ligam o nó e a realidade
Se
houvesse espaços acarretaria que há nãoser permeando o ser
Assim
o nó liga-se como o real
Em
fios incontáveis / Incomensuráveis
Estamos
ligamos de todos os lados pelo real
Mas
talvez a nossa próprio intelecto
Não
consegue dar conta de todas a ligações que ele tem com o real
Estamos
incomensuravelmente ligados
Mas
nosso entendimento não dá conta da incomensurabilidade das ligações
Pois ele é obrigado a experienciar as ligações em tempos distintos
Somos
um aspecto da realidade
Um
nó, um ponto de convergência.
Mas
são tantos pontos convergindo ao mesmo tempo
Que
esse nosso aspectos universal só pode ser aprendido pelo intelectu
Em diferentes momentos, instantes
O
intelectu não dá conta de apreender ao mesmo tempo as ligações que fazemos com o
real , o uno
Talvez
intuir, uma pura intuição,
Mas
nunca explicar,
A
explicação se dá em momentos
A
intuição se dá plena e simultânea, toda, incontável, incomensurável.
Sou
um nó da realidade
Sou ponto
unico e original do universo inteiro
O
ser todo se apresenta em meu aspecto
Mas
o ser todo não é meu aspecto
O
ser é
Toda
boa filosofia sabe
Ela é
o ponto de Emanação do ser
Mas
não é o ser
Como
emanação do ser
Ela
sabe que esta fadada ao fracasso
Porém
como emação sabe que é viva
A
verdadeira filosofia
Não
quer transformar a emanação do ser em
realidade
Mas
sim causar a emanação em outros possíveis emanentes
Filsofia
bem entendida não coloca o nó como norma. Sabe que é nó
A verdadeira
filosofia mostra que o outro também é nó
E
que esse outro também é um ponto de convergência da realidade
Assim
tal filosofia busca nascer novas convergências
Novos
nós
E
não a redução da realidade em relação a um determinado nó
Também
porque sabe que é emanente
A verdadeira filosofia sabe que é histórica
Isto
é
Nasce,
vive, morre
Não
quer substituir o ser
Sabe
que como emanação da realidade esta fadada ao fim
é
emanação do ser
E
não
O ser mesmo
Por
isso mesmo ela não quer se tornar norma
Para o
ser
E para outros emanentes
Um
aspecto pode conhecer o Todo através do aspecto mesmo
Mas
não pode fazer com que seu aspecto seja o aspecto do Todo
o Nó
que sabe que é nó, não quer ser o nó de outros nós
Pois
respeita eles, enquanto nós
Enquanto
nós próprios e singulares
A
verdadeira filosofia é emanação do ser
E
não O Ser
A
filosofia busca o aparecimento da emanação do ser no outro a criação de uma
própria convergia e singularidade no outro
O nó
que esquece que é nó
Toma seu feixe próprio e universal como geral
Como
se todos olhassem o universo sobre o mesmo ponto de vista que esse nó
Esse
nó mata outros nós
e no
final mata a si mesmo
Pois
não se liga mais com o real e o uno
Talvez
nesse sentido se tomamos o homem com nó da realidade
Temos
a historia então de diversos nós em diversos tempos
Porém cada tempo é o tempo de um dessses nós
Quando
penso no passado me ligo ao passado
Há
um elo entre eu e o mundo
Entre
o nó e o passado
faz-se
um caminho
O
relembrar é construir o ser através de um aspecto
O relembrar
é construir uma rede
Se Só
a intuição na sua incomensurabilidade
Dá todo o real de uma vez só
Dá todo o real de uma vez só
A intuição não é histórica
Mas
o entendimento lembra
Constrói
as ligações entre as partes e o todo
Ou
(Talvez
o entendimento não liga nem relaciona
mas
desvela as relações
Pois
a intelectualização acontece simultânea com a percepção
A
ação e reação são simultâneas)
Toda
memorização não é simplesmente o retorno ao
morto
ao
morto não retorna-se
Mas
a construção de um aspecto
Uma
teia de ligaçoes no tempo
E o tempo enquanto esquema da memoria é
construção
Memorizo,
pois "escolho" os pontos de meu memorizar.
O
inicio e o fim do que interessa ser rememorizado, vivido.
No entanto
No entanto
O
tempo quando intuido não tem memória
O
tempo intuido é puro ser