Certo dia o homem tentou
Segurar a areia entre a mão
Mas não pode;
A areia escorria entre os dedos.
Quando mais a apertava
Mais ela fluía
Agoniado pediu auxilio
aos números
Dividindo o fluir da areia em:
Horas, segundos
Depois e antes.
Mas a Areia continuava caindo.
Se indo...
Se indo...
Se indo...
Se indo.. .
Se indo.....
Se indo. .
Se indo...
Ela não está nem ai para a contagem!
Depois da areia dividia e usada
Os números falaram;
-Jogue ela fora!
Precisamos agora é de uma engrenagem
O homem ficou só,
Só com a aritmética e sua camuflagem.
Hoje o tempo do homem só tem números
Taciturnos e previsíveis
Mas nenhuma areia viva
nele flui mais
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